terça-feira, 29 de maio de 2018

                                     Guerra da Crimeia

   A Crimeia é uma república autônoma da Ucrânia, está localizada numa península no Mar Negro. Essa região já pertenceu à Rússia, e foi anexada pela Ucrânia em 1954 – pois o líder soviético Nikita Khrushchev, que era de origem ucraniana, deu a região como presente a Ucrânia.
  Ficou conhecida pelo nome de Guerra da Crimeia o conflito ocorrido entre outubro de 1853 e fevereiro de 1856, envolvendo de um lado o Império Russo e do outro o Império Otomano (atual Turquia), Grã-Bretanha, França, e o reino da Sardenha. Esta guerra é na verdade parte de uma série de disputas por territórios do então decadente império Turco-Otomano, e seu nome deve-se ao fato de que boa parte das batalhas ocorreram na península da Crimeia, hoje parte do território ucraniano.


     O cerco de Sebastopol (pintura de Franz Roubaud - 1904), uma das principais batalhas da Guerra da Crimeia.


   Após o Congresso de Viena, em 1815, as grandes potências europeias iriam experimentar três décadas de paz, sendo que as pressões políticas, econômicas, sociais e nacionalistas eram ao mesmo tempo contidas. Finalmente o sistema de Viena começou a ruir, e um dos primeiros problemas à vista era a fraqueza política demonstrada pelo império turco-otomano, e a possibilidade de fragmentação de seus domínios. Os europeus enxergaram nesse quadro a necessidade de evitar tal fragmentação, e evitar a expansão russa na região.
   E justamente em julho de 1853 o império russo ocupa a península da Crimeia. Preocupadas, França e Grã-Bretanha tentam negociar uma retirada, mas a Turquia resolve declarar guerra em outubro. Britânicos e franceses correm em auxílio aos turcos quando os russos destroem a frota turca em Sinope, no Mar Negro, em novembro de 1853. A Grã-Bretanha estava ansiosa para garantir seu comércio com a Turquia e o acesso à Índia, e viu a manobra russa como um insulto, tornando inevitável uma resposta vigorosa ante o clamor da opinião popular. Já o arrivista império francês estava desesperado por glória militar e vingança por sua derrota nas mãos da Rússia em 1812. A defesa do império turco era apenas um fato ocasional.
   Em termos militares, a guerra foi um ponto intermediário entre Waterloo e Primeira Guerra Mundial. Os exércitos empregavam uniformes e táticas napoleônicas, mas as armas eram "melhoradas", ou seja, mais letais e de manejo mais fácil. A luta enfatizou a importância fundamental da logística, trincheiras e poder de fogo, antecipando a experiência da Guerra Civil Americana (1861-1865).
   Surgiram ainda muitas inovações, como navios de guerra blindados, o telégrafo elétrico intercontinental, minas submarinas e a fotografia de guerra. O custo humano foi imenso: 25.000 britânicos, 100.000 franceses e até um milhão de russos morreram, quase todos de doença ou negligência. O aspecto humano do conflito foi reconhecido na Grã-Bretanha com a introdução da mais alta condecoração por bravura, a "Victoria Cross", que ao contrário de outras medalhas, foi entregue a oficiais e homens, sem distinção.
   O marco final da guerra foi a queda de Sevastopol conquistada pelas tropas aliadas a 8 setembro de 1855. O novo imperador russo, Alexandre II, concordou em assinar um tratado de paz no Congresso de Paris, a 30 de março de 1856.


                                                                                                                                                            INFOESCOLA
                                                                                                                                                            Navegando e Aprendendo

sexta-feira, 20 de abril de 2018

               A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932




Cartaz de convocação de voluntários.Acervo do Instituto Histórico e Geográficode São Paulo. (Crédito: Foto: Renato Chaui)

   Antes de falar sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, é preciso voltar alguns anos na história para buscar os embriões deste que foi um dos maiores movimentos armados da história do Brasil. Durante a República Velha (1889-1930), formou-se uma aliança entre os estados mais ricos e influentes do país na época, São Paulo e Minas Gerais, cujos representantes alternavam-se no posto da presidência da república naquilo que ficou conhecido como a "política do café com leite". Em 1930, porém, o presidente Washington Luís, representante dos paulistas, rompe a aliança com os mineiros e indica o governador de São Paulo Júlio Prestes como seu sucessor, que venceu as eleições. As oligarquias mineiras não aceitam o resultado e, por meio de um golpe de estado articulado com os estados do Rio Grande do Sul e da Paraíba, colocam Getúlio Vargas no poder. 

   "Getúlio vem com uma nova proposta de modernização do país. O grupo que chega ao poder pretende promover essas mudanças de maneira autoritária, sem consultas eleitorais", conta Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Mackenzie. O novo presidente fecha o Congresso Nacional, anula a Constituição de 1891 e depõe governadores de diversos estados, passando a nomear interventores. As medidas desagradam profundamente as elites paulistas tradicionais. "Esses grupos, que eram ligados ao Partido Republicano Paulista (PRP) e haviam sido derrotados pela revolução de 1930, passam a trabalhar em oposição ao governo de Getúlio", diz Alexandre. Já, a partir de 1931, se junta a essa elite deposta um "grupo mais moderno", que exige do governo a criação de uma carta magna que regesse a legislação do país - algo que Vargas vinha adiando cada vez mais - além de eleições gerais para presidente da república.

   Ao mesmo tempo em que se formava esse grupo opositor, fortaleciam-se, em São Paulo, os chamados tenentistas, constituídos não apenas por militares, mas também de civis que agiam sob sua liderança. "Eles se reuniam no Clube Três de Outubro e apoiavam as ações do governo", explica o professor. "Havia diversas brigas de rua entre os estudantes do Largo São Francisco e esse grupo getulista, os tenentistas". No dia 23 de maio, essas forças se encontraram e se defrontaram nas ruas de São Paulo, o que resultou na morte de alguns estudantes em praça pública, que ficaram famosos como MMDC (sigla das iniciais dos quatro jovens mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Mais tarde, adicionou-se a letra A, de Alvarenga, ao final da sigla, de outro jovem que acabou morto por causa do conflito).

   Essas mortes foram o estopim que deu início no dia 9 de julho de 1932 à Revolução Constitucionalista. Com a ajuda dos meios de comunicação em massa, o movimento ganha apoio popular e mobiliza 35 mil homens pelo lado dos paulistas, contra 100 mil soldados do governo Vargas. "Havia uma possibilidade de que outros estados viessem em apoio ao governo do estado de São Paulo, mas ele ficou isolado e, com isso, se desenvolveu uma série de batalhas", destaca Alexandre. Foram quase três meses de batalhas sangrentas, encerradas em 2 de outubro daquele mesmo ano, com a derrota militar dos constitucionalistas. "Moralmente, porém, em termos de denúncia política, o movimento foi vencedor, porque logo depois do término do conflito, o governo federal convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, que promulgou a Constituição do Brasil em 1934. Foi também quando, pela primeira vez no país, as mulheres participaram do processo eleitoral", ressalta o historiador.

   O termo "revolução" para o movimento constitucionalista não é muito adequado àquilo que se propunha fazer, segundo o professor. "Não era uma revolução. Na verdade, desejava-se a normatização da legislação e do processo eleitoral, e não uma mudança no sentido de alteração das relações de poder ou qualquer coisa que significasse uma limitação no processo de desenvolvimento capitalista", afirma. Ele diz que, para alguns historiadores, o movimento é considerado até conservador e anti-revolucionário. "Era uma elite derrotada que queria voltar ao poder e encontraram nesse movimento uma desculpa para isso".

Créditos:
Eliza Kobayashi

quinta-feira, 1 de março de 2018

                        Guerra da Coreia


    imagem internet 


   Após a Segunda Guerra Mundial, o antagonismo existente entre Estados Unidos e União Soviética era algo notório. Em 1945, os dois países firmaram um acordo que definiu sistemas políticos opostos em um importante e estratégico país na Ásia: a Coreia.
   Conforme havia sido estabelecido na Conferência de Postdam, a parte norte da nação coreana seria de orientação socialista, enquanto a parte sul, capitalista. Ainda segundo os termos do tratado, as Coreias seriam divididas pelo paralelo 38º. Nessa divisão, podemos observar claramente a bipolaridade da Guerra Fria: sul (apoiado pelos EUA) x norte (apoiado pela URSS).
   Em 25 de junho de 1950, tropas da Coreia do Norte invadiram e tomaram a capital da Coreia do Sul, Seul, sob o pretexto de violação de tal paralelo. No fundo, os comunistas queriam unificar todo o território em prol de seu sistema político.


       Confronto em Seul. (imagem internet )

   A Coreia foi governada pelo Japão desde 1910 até o final da Segunda Guerra Mundial. Em agosto de 1945, os soviéticos declararam guerra contra os japoneses, como resultado de um acordo feito com os Estados Unidos e libertaram o norte do Paralelo 38. Tropas estadunidenses, logo em seguida, se moveram para ocupar o sul da península. Em 1948, como resultado do início da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, a Coreia foi dividida em duas regiões, com governos separados.         Representantes da zona sul (capitalista, de influência americana) e da zona norte (comunista, de influência soviética) afirmavam, cada um, ser o legítimo governo da Coreia, e nenhum lado aceitava as fronteiras da época como permanentes. O conflito escalou para uma guerra aberta total quando os norte-coreanos, apoiados belicamente pelos soviéticos e chineses, invadiram o sul, em 25 de junho de 1950. Naquele período, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reconheceu isto como uma invasão ilegal e exigiu um cessar-fogo. A 27 de junho, o Conselho da ONU aprovou a Resolução 83, condenando a invasão e despachando uma tropa sob a bandeira das Nações Unidas para restabelecer a paz na península coreana. Cerca de vinte e um países comprometeram forças militares para a missão da ONU, sendo que 88% desses soldados eram, na verdade, americanos.
   Após dois meses de guerra, parecia que a Coreia do Sul iria ser sobrepujada pelos norte-coreanos. Contudo, as forças da ONU, compostas principalmente por tropas dos Estados Unidos, detiveram os comunistas no perímetro de Pusan. Em setembro de 1950, os Aliados lançaram uma contra-ofensiva em Incheon e impuseram um grande revés ao exército da Coreia do Norte.           Utilizando de sua superioridade bélica e de recursos, os Estados Unidos e seus aliados continuaram a forçar o recuou dos norte-coreanos até além de suas próprias fronteiras, o que levou a China a agir, mandando os seus exércitos cruzarem o rio Yalu, entrando oficialmente na guerra em favor do norte. Isso forçou as forças da ONU a recuar.
   A intervenção chinesa acabou levando a guerra a um impasse. A cidade de Seul, capital da Coreia do Sul, por exemplo, trocou de mãos quatro vezes. Assim, os dois últimos anos do conflito se arrastaram numa guerra de atrito, com as linhas de frente se mantendo relativamente firmes no Paralelo 38. A guerra no ar, contudo, continuou intensamente disputada. Enquanto os Estados Unidos submetiam as cidades norte-coreanas a bombardeios aéreos constantes, os céus sobre a península coreana viram intensos combates, especialmente entre caças a jato (a primeira vez que isso aconteceu na história). Pilotos de todo o mundo comunista lutaram ao lado do norte, enquanto pilotos ocidentais (a maioria americanos) apoiavam os sul-coreanos. Algumas das maiores batalhas aéreas aconteceram na chamada "Alameda dos Migs", onde dúzias de aviões foram perdidos, por ambos os lados.
   A luta se arrastou por três anos até que, em 27 de julho de 1953, um armistício foi assinado. O acordo firmou a Zona Desmilitarizada da Coreia a fim de separar o Norte e o Sul, e permitiu a troca de prisioneiros. Contudo, nenhum tratado de paz formal foi assinado entre as partes envolvidas, o que faz com que as duas Coreias estejam, tecnicamente, ainda em guerra. Desde então, ambos os países continuam com provocações mútuas e até atos de violência, com os governos nutrindo muita animosidade um pelo outro.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

sábado, 10 de fevereiro de 2018

                História do carnaval e suas origens.
      

    Imagem internet

   O carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.
   A palavra carnaval é originária do latim: "carnis levale", cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.

    Quadro de Johannes Lingelbach (1622-1674), Carnaval em Roma, exemplo de um carnaval da Commedia Dell'arte
   
    Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. As Saceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.
   O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.
   O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.
   As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.
   Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.
   Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.
   A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso.        A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.
   Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites.            Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.
   Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.
   A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

Fonte:
Brasil Escola




terça-feira, 30 de janeiro de 2018




                             A história de Sísifo

   
   Na mitologia grega, Sísifo, de Tiziano, (em grego: Sísyphos) que nasceu em 1549, filho do rei Éolo, da Tessália, e Enarete, era considerado o mais astuto de todos os mortais.
   Foi o fundador e primeiro rei de Éfira, depois chamada Corinto onde governou por diversos anos. Casou-se com Mérope, filha de Atlas, sendo pai de Glauco e avô de Belerofonte.
   Éolo foi um dos filhos de Heleno, filho de Deucalião, e reinou sobre a Tessália. Enarate era filha de Deimachus.
   Éolo e Enarete tiveram vários filhos: Creteu, Sísifo, Deioneu, Salmoneu, Atamante, Perieres, Cercafas e Magnes, e filhas, Calice, Peisidice, Perimele, Alcione e Cânace.
   Mestre da malícia e da felicidade, ele entrou para a tradição como um dos maiores ofensores dos deuses.
Segundo Higino, ele odiava seu irmão Salmoneu; perguntando a Apolo como ele poderia matar seu inimigo, o deus respondeu que ele deveria ter filhos com Tiro, filha de Salmoneu, que o vingariam. Dois filhos nasceram, mas Tiro, descobrindo a profecia, os matou. Sísifo se vingou ... e, por causa disso, ele recebeu como castigo na terra dos mortos empurrar uma pedra até o lugar mais alto da montanha, de onde ela rola de volta.
   Segundo Pausânias, ele tornou-se rei de Corinto após a partida de Jasão e Medeia; nesta versão, Medeia não matou os próprios filhos por vingança, mas escondeu-os no templo de Hera esperando que, com isso, eles se tornassem imortais.
Sísifo casou-se com Mérope, uma das sete Plêiades, tendo com ela um filho, Glauco. Ele também teve outros filhos, Ornitião, Tersandro e Almus.
   Certa vez, uma grande águia sobrevoou sua cidade, levando nas garras uma bela jovem. Sísifo reconheceu a jovem Égina, filha de Asopo, um deus-rio. Mais tarde, o velho Asopo veio perguntar-lhe se sabia do rapto de sua filha e qual seria seu destino. Sísifo logo fez um acordo: em troca de uma fonte de água para sua cidade, ele contaria o paradeiro da filha. O acordo foi feito e a fonte presenteada recebeu o nome de Pirene.
   Assim, ele despertou a raiva do grande Zeus, que enviou o deus da Morte, Tânato, para levá-lo ao mundo subterrâneo. Porém o esperto Sísifo conseguiu enganar o enviado de Zeus. Elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar. O colar, na verdade, não passava de uma coleira, com a qual Sísifo manteve a Morte aprisionada e conseguiu driblar seu destino.
Durante um tempo não morreu mais ninguém. Sísifo soube enganar a Morte, mas arrumou novas encrencas. Desta vez com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava dos préstimos da Morte para consumar as batalhas.
Tão logo teve conhecimento, Hades libertou Tânato e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para as mansões da morte.          Quando Sísifo se despediu de sua mulher, teve o cuidado de pedir secretamente que ela não enterrasse seu corpo.
Já no inferno, Sísifo reclamou com Hades da falta de respeito de sua esposa em não o enterrar. Então suplicou por mais um dia de prazo, para se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Hades lhe concedeu o pedido. Sísifo então retomou seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez.
   Outra história a respeito de Sísifo trata do ocorrido quando Autólico, o mais esperto e bem-sucedido ladrão da Grécia (que era filho de Hermes e vizinho de Sísifo), tentou roubar-lhe o gado.          Autólico mudava a cor dos animais. As reses desapareciam sistematicamente sem que se encontrasse o menor sinal do ladrão, porém Sísifo começou a desconfiar de algo, pois o rebanho de Autólico aumentava à medida que o seu diminuía. Sísifo, um homem letrado (teria sido um dos primeiros gregos a dominar a escrita), teve a ideia de marcar os cascos de seus animais com sinais de modo que, à medida que a res se afastava do curral, aparecia no chão a frase "Autólico me roubou". Posteriormente, Sísifo e Autólico fizeram as pazes e se tornaram amigos. Sísifo também seduziu Anticleia, filha de Autólico, que mais tarde se casou com o rei de Ítaca, Laerte; por este motivo, Odisseu é considerado, por alguns autores, como filho de Sísifo.
   Sísifo morreu de velhice e Zeus enviou Hermes para conduzir sua alma a Hades. No tártaro, Sísifo foi considerado um grande rebelde e teve um castigo, juntamente com Prometeu, Tício, Tântalo e Íxion.
   
                                    A punição de Sísifo
  Sísifo recebeu esta punição: foi condenado a, por toda a eternidade, rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido. Por esse motivo, a expressão "trabalho de Sísifo", em contextos modernos, é empregada para denotar qualquer tarefa que envolva esforços longos, repetitivos e inevitavelmente fadados ao fracasso - algo como um infinito ciclo de esforços que, além de nunca levarem a nada útil ou proveitoso, também são totalmente desprovidos de quaisquer opções de desistência ou recusa em fazê-lo.

                                  "Trabalho de Sísifo"

   Sísifo tornou-se conhecido por executar um trabalho rotineiro e cansativo. Tratava-se de um castigo para mostrar-lhe que os mortais não têm a liberdade dos deuses. Os mortais têm a liberdade de escolha, devendo, pois, concentrar-se nos afazeres da vida cotidiana, vivendo-a em sua plenitude, tornando-se criativos na repetição e na monotonia.

                                                                                                                                                                      Origem: Wikipédia.



COMENTÁRIO:   

   "A punição de Sísifo não está só na árdua e insignificante tarefa, ela também é provida de uma extrema “nulidade”, sem efeito algum, que só gera tédio e desespero".

quarta-feira, 25 de outubro de 2017


                                  O Mito da caverna!


    imagens internet.

                                          Significado:

   O Mito da caverna é uma metáfora criada pelo filósofo grego Platão, que consiste na tentativa de explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos e o que seria necessário para atingir o verdadeiro “mundo real”, baseado na razão acima dos sentidos.
   Também conhecida como Alegoria da Caverna ou Parábola da Caverna, esta história está presente na obra “A República”, criada por Platão e que discute, essencialmente, a teoria do conhecimento, linguagem e educação para a construção de um Estado ideal.
   O Mito da Caverna é um dos textos filosóficos mais debatidos e conhecidos pela humanidade, servindo de base para explicar o conceito do senso comum em oposição ao que seria a definição do senso crítico.
   Segundo o pensamento platônico, que foi bastante influenciado pelos ensinamentos de Sócrates, o mundo sensível era aquele experimentado a partir dos sentidos, onde residia a falsa percepção da realidade; já o chamado mundo inteligível era atingido apenas através das ideias, ou seja, da razão.
   O verdadeiro mundo só conseguiria ser atingido quando o indivíduo percebesse as coisas ao seu redor a partir do pensamento crítico e racional, dispensando apenas o uso dos sentidos básicos.
   Nesta narração, Platão nos convida a imaginar uma caverna onde dentro existem humanos que nasceram e cresceram dentro dessa mesma caverna. Eles nunca saíram, porque se encontram presos no seu interior. Os habitantes da caverna estão de costas voltadas para a sua entrada. Fora da caverna, existe um muro alto que separa o mundo exterior da caverna. Os homens existentes no mundo exterior mantêm uma fogueira acesa, e os ruídos que fazem podem ser ouvidos dentro da caverna. De igual forma, as suas sombras são refletidas na parede no fundo da caverna, e os seres humanos acorrentados, vêm as sombras e pensam que elas são a realidade.

                                
                                    O Mito da Caverna 


   De acordo com a história formulada por Platão, existia um grupo de pessoas que viviam numa grande caverna, com seus braços, pernas e pescoços presos por correntes, forçando-os a fixarem-se unicamente para a parede que ficava no fundo da caverna.
   Atrás dessas pessoas existia uma fogueira e outros indivíduos que transportavam ao redor da luz do fogo imagens de objetos e seres, que tinham as suas sombras projetadas na parede da caverna, onde os prisioneiros ficavam observando.
   Como estavam presos, os prisioneiros podiam enxergar apenas as sombras das imagens, julgando serem aquelas projeções a realidade.
   Certa vez, uma das pessoas presas nesta caverna conseguiu se libertar das correntes e saiu para o mundo exterior. A princípio, a luz do sol e a diversidade de cores e formas assustou o ex-prisioneiro, fazendo-o querer voltar para a caverna.
   No entanto, com o tempo, ele acabou por se admirar com as inúmeras novidades e descobertas que fez. Assim, quis voltar para a caverna e compartilhar com os outros prisioneiros todas as informações e experiências que existiam no mundo exterior.
   As pessoas que estavam na caverna, porém, não acreditaram naquilo que o ex-prisioneiro contava e chamaram-no de louco. Para evitar que suas ideias atraíssem outras pessoas para os “perigos da insanidade”, os prisioneiros mataram o fugitivo.




                      Interpretação do Mito da Caverna



   Para Platão, a caverna simbolizava o mundo onde todos os seres humanos vivem, enquanto que as correntes significam a ignorância que prendem os povos, que pode ser representada pelas crenças, culturas e outras informações de senso comum que são absorvidas ao longo da vida.
   As pessoas ficam presas a estas ideias pré-estabelecidas e não buscam um sentido racional para determinadas coisas, evitando a “dificuldade” do pensar e refletir, preferindo contentar-se apenas com as informações que lhe foram oferecidas por outras pessoas.
   O indivíduo que consegue se “libertar das correntes” e vivenciar o mundo exterior é aquele que vai além do pensamento comum, criticando e questionando a sua realidade.
   Assim como aconteceu com seu mestre, Sócrates, que foi morto pelos atenienses devido aos seus pensamentos filosóficos que provocavam uma desestabilização no “pensamento comum”, o protagonista desta metáfora foi morto para evitar a disseminação de ideias “revolucionárias”.
   O Mito da Caverna mantém-se muito contemporâneo nas diversas sociedades ao redor do mundo, que preferem permanecer alheios ao pensamento crítico (seja por preguiça ou falta de interesse) e aceitar as ideias e conceitos que são impostos por um grupo dominante, por exemplo.

https://www.significados.com.br/mito-da-caverna/

sábado, 14 de outubro de 2017

                                        "ZEUS: O DEUS DOS DEUSES"!

   "O principal deus da mitologia grega é ZEUS, deus dos trovões, senhor do Olimpo. Ele é considerado, na Grécia Antiga, o deus dos deuses. O nome ZEUS, em grego, significa “rei divino”. ZEUS era filho mais jovem do casal de titãs Cronos e Rea".

     Zeus: deus grego
     Imagem internet


   Zeus , o deus da mitologia grega, senhor dos homens e supremo mandatário dos deuses que habitavam o monte Olimpo. A imagem de Zeus era representada por um homem forte, barbudo, de aspecto majestoso, com um raio na mão e uma águia a seu lado.
   Zeus, senhor dos deuses e dos homens, surgiu na Grécia Antiga numa época em que proliferaram vários deuses nos mitos tribais, como tentativa de explicar os fenômenos naturais ou como garantia de vitória nas guerras, de boa colheita, de sorte no amor etc. Zeus é filho de Cromos (o mais forte dos titãs) e de Rea, sua irmã.
   Diz a lenda que do casamento de Gaia (mãe terra) e Urano (céu) nasceram os titãs, ciclopes e gigantes, que personificavam as coisas grandes e poderosas da terra: montanhas, terremotos, furações etc. Cromos (o mais forte dos titãs), casou-se com sua irmã Rea e tiveram seis filhos. Zeus, Poseidon, Plutão, Hera, Héstia e Deméter.
   Temendo a rivalidade entre os filhos, Cromos os “devorou” logo ao nascer, exceto Zeus, que Rea escondeu numa caverna no bosque de Creta, e colocou uma pedra em seu lugar para ser devorada.         Entre outras lendas, Zeus teria sido criado por Melissa, que o alimentou com leite de cabra e mel.       Quando se tornou adulto, Zeus derrotou o pai e obrigou-o a ressuscitar seus irmãos. Libertou também os ciclopes da tirania de Cromos, e eles em recompensa deram-lhe as armas do trovão e do relâmpago.
   Zeus tornou-se senhor dos homens e supremo mandatário dos deuses que habitavam o monte Olimpo. Tinha o poder dos fenômenos atmosféricos e com sua mão direita mandava chuva para as plantações. Casou-se com sua irmã Hera (deusa protetora do casamento, da vida e da mulher), que também havia sido salva por sua mãe. Teve ainda muitas outras esposas, entre elas, Métis (deusa da prudência) e Têmis (deusa da justiça).
   Zeus tinha os seus súditos olímpicos e os mais famosos eram seus filhos, Febo, (deus do sol), Artêmis (deusa da lua e da caça), Hermes (alado mensageiro dos deuses), Ares (deus da guerra), Dionísio (deus do vinho e dos bacanais), Afrodite (deusa da beleza e do amor) e Palas Atena (deusa da sabedoria).
   Com Mnemosyne (deusa da memória), Zeus teve diversas filhas que eram musas semidivinas que os gregos também veneravam: Clio (musa protetora e inspiradora da história), Euterpe (da música), Talia (da comédia e da poesia), Melpômene (da poesia trágica), Erato (da poesia amorosa), Terpsícore (da dança e canto), Polimnia (da oratória e poesia sacra), Urânia (da astronomia) e Calíope (da poesia épica e da eloquência).
   A mitologia grega foi adotada por Roma quando a Grécia passou a fazer parte do Império Romano. Os deuses gregos se misturaram a outros já existentes. Júpiter, que tinha várias atribuições (era deus da cidade, do raio, do trovão) e diferentes nomes, segundo as funções, identificou-se com Zeus, pai dos deuses e senhor supremo do mundo.
   As ruínas do templo de Zeus Olímpico, dedicado a Zeus, com suas colunas monumentais estão localizadas no centro de Atenas, na Grécia. Construído no governo de Pisistrato, durante o século VI a. C., só foi terminado no ano 131 a. C., pelo Imperador Adriano.