segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

                                A REVOLUÇÃO FRANCESA


  A Revolução Francesa (1789-1799) foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu, além de ter sido um marco divisório da História pondo fim na Idade Moderna e dando início à Idade Contemporânea.
  A Revolução Francesa se trata de uma série de acontecimentos no período de 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, que mudaram o cenário político e social da França.

O contexto da Revolução Francesa

  A França, em 1789, era um país falido. Os exageros da corte, os gastos excessivos com guerras, a indisposição com a Inglaterra e os privilégios dispensados ao clero e à nobreza, fizeram aumentar a insatisfação da população.
  A sociedade civil era dividida entre o clero, a nobreza e a burguesia, essa última, formada por parte da população que pagava impostos. Esse impostos eram altos, e serviam para custear a boa vida da corte, do clero e da nobreza. Esse foi um dos motivos que levaram a população a se revoltar.
  A incapacidade do rei no governo também motivou a revolução. Além de levar o país à falência com a péssima administração econômica, ele ainda controlava os tribunais e fazia condenações injustas, de acordo com a sua vontade. Os presos eram levados à fortaleza da Bastilha, que depois foi invadida pela população.

O que foi a Revolução Francesa?

  Com tantas injustiças, a população se revoltou contra o rei e seu poder absoluto. As principais reivindicações eram o fim dos privilégios que o clero e a nobreza desfrutavam e a instauração da igualdade civil.
  O movimento teve o apoio dos burgueses, que viam a má administração como um empecilho para o desenvolvimento do capitalismo. Vários intelectuais também denunciavam a situação, e buscavam conscientizar as pessoas.

As principais causas da Revolução Francesa:


  -A crise financeira sofrida pelo país antes da revolução (uma das principais causas);
  -Os envolvimentos da França na Guerra de Independência dos Estados Unidos, além da participação e derrota na Guerra dos Sete Anos;
 -O regime político do país, que era governado pelo absolutismo do rei;
 -A ascensão da classe burguesa, que desejava mais liberdade em relação ao comércio e o fim dos altos impostos;
 -O movimento cultural e intelectual iluminista, que buscava a reforma social e o fim dos pensamentos medievais;

Fases da Revolução Francesa
  
  A revolução francesa pode ser dividida em fases, e uma série de medidas que motivaram ainda mais a revolução. A primeira fase foi marcada pela convocação da Assembleia dos Estados Gerais, em 5 de maio de 1789, pelo rei Luis XVI. Os Estados eram dividido assim: o Clero,  (1º Estado), a Nobreza (2º Estado), e o (3º Estado) representando a maioria da População.
  O principal motivo dessa convocação era a preocupação do rei em relação à situação econômica do país. Ele propôs a criação de um novo imposto, a ser cobrado do 1º Estado e 2º Estado, mas isso gerou revolta entre os membros do clero e da nobreza, que votaram, obviamente, contra esse novo imposto.
  Como consequência, uma nova votação foi realizada, para cobrar mais impostos do 3º estado. Como cada estado tinha direito somente a um voto, e não era por representante, essa proposta venceu com dois votos a favor, do 1º e 2º estado e um voto contra do 3º estado, que afinal, era a parcela da população que já sofria com as cobranças abusivas.
  A reação dos representantes do 3º estado foi de exigir que a votação fosse por representante, mas foi negada pelo rei. Com a rejeição, o 3º estado então se auto proclamou Assembleia Geral Nacional. Com isso, as decisões não seriam mais votadas entre os estados. O rei ficou surpreso com a audácia, e determinou o fechamento da sala onde ocorria assembleia.
  Os deputados do 3º estado então se reuniram em uma sala onde a nobreza costumava participar de jogos, e decidiram que ficariam ali reunidos até instauração de uma constituição. Após esse evento, a população invadiu a fortaleza de Bastilha em Paris, em 1789, com o objetivo de demonstrar simbolicamente a queda do absolutismo.
  
A Queda de Bastilha

A Queda de Bastilha foi o evento máximo e decisivo para o início da Revolução Francesa, pois era a prisão para a qual o rei enviava injustamente os condenados. Foi um evento tão importante, que até hoje o dia de 14 de julho é um feriado nacional, comemorado na França como a “Festa da Federação“.

                                           

     Queda da Bastilha – Revolução Francesa

  Após a invasão de Bastilha, a Assembleia Geral Nacional se transformou em Assembleia Constituinte, onde os deputados elaboraram uma constituição que determinou o fim dos privilégios feudais e de nascimento, a igualdade de todos perante a lei e a garantia de propriedade. Foi feito um juramento, que deu origem ao lema da Revolução Francesa: "liberdade, igualdade e fraternidade".
  Em 1791, foi votada e aprovada a constituição que estabelecia a Monarquia Parlamentar e limitava o poder do rei pela atuação do parlamento, que era formado por uma parte da burguesia. Na prática, o poder continuava nas mãos de uma minoria privilegiada.
 O povo francês ainda permanecia sob os abusos dos impostos, e isso gerou uma radicalização do movimento revolucionário. O fim dessa fase marca o momento mais tenso da Revolução Francesa, quando a população é convocada para lutar contra o conservadorismo que dominava a Assembleia.

Segunda fase da Revolução Francesa

 A segunda fase é considerada a mais popular do movimento. Os burgueses haviam proclamado uma república – a República Girondina, em setembro de 1792, transferindo o poder do rei para a própria burguesia, dando fim à monarquia.
 O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta buscavam restabelecer o poder, e para isso se aliaram à Áustria, que tinha intenções de invadir a França. Os burgueses descobriram e prenderam Luís XVI e Maria Antonieta, acusados de traição. Luís XVI foi condenado e morreu em janeiro de 1793 na guilhotina, e em setembro do mesmo ano, Maria Antonieta foi decapitada.
                      

     Execução do rei Luís XIV – Revolução Francesa

 Com isso, o movimento revolucionário, agora mais popular, crescia cada vez mais, e era liderado pelo grupo chamado de Jacobinos. Em um cenário de guerra civil, os Jacobinos conseguiram derrubar os Girondinos do poder, e instituíram uma nova Constituição, em 1793. Entre os pontos mais importantes da constituição, estavam alguns princípios que agradavam as classes populares:

Extinção da escravidão negra nas colônias francesas;
Criação do Tribunal Revolucionário, que julgava os contrários a revolução, que eram condenados à guilhotina;
A reforma Agrária, que confiscava as terras do clero e da nobreza, dividindo-os em lotes para serem vendidos aos camponeses, que podiam pagar em 10 anos;
A organização do Comitê de Salvação Pública, formado pelos responsáveis do poder executivo, e o Comitê de Segurança Pública, responsável por investigar os suspeitos de traição;
Venda de bens públicos e de emigrados para restabelecer a economia pública;
A Lei do Preço Máximo, estabelecendo um teto para salários e preços de produtos;
O Sufrágio Universal, que determinava que todos os cidadãos homens maiores podiam votar.

 Apesar de agradar a maioria da população, o governo dos Jacobinos se tornou ditatorial. Eles decidiram que, para se estabelecer uma democracia e garantir as conquistas instituídas, era necessário impor o poder à população, e condenar os suspeitos de traição à guilhotina.
 Esse período ficou conhecido como a Era do Terror, e teve como líder supremo o jacobino Maximilien Robespierre. Foi o momento da Revolução Francesa que mais se utilizou a guilhotina, até mesmo líderes jacobinos próximos a Robespierre foram guilhotinados.
 O caráter repressor do novo governo motivou os Girondinos a articularem um Golpe de Estado, que daria origem à terceira fase da Revolução Francesa.

Terceira fase da Revolução Francesa

  Na terceira fase, o Comitê de Salvação Pública condena Robespierre e outros líderes jacobinos à morte, dando fim à Era do Terror em 27 de julho de 1794. Essa data ficou conhecida como “9 do Termidor”, e caracterizou o golpe que retornaria os Girondinos ao poder. Era o fim da participação popular na Revolução Francesa.
 O novo governo foi denominado Diretório, e foi responsável por elaborar a nova constituição. Com o apoio do exército, o governo Diretório manteria a burguesia protegida da república jacobina e do antigo regime.
  Apesar disso, as outras camadas sociais não respeitavam o governo, os burgueses mais influentes percebiam os riscos de uma queda do Diretório diante dos inimigos internos e externos. Eles acreditavam que era necessária uma intervenção militar para manter a ordem e os lucros.  
  O general francês mais popular da época, Napoleão Bonaparte, que havia retornado do Egito, teve o apoio de alguns diretores e de toda a burguesia para extinguir o Diretório e instaurar o Consulado. Esse golpe, que ocorreu em 9 de novembro de 1799, ficou conhecido como “18 de Brumário“, e deu início à era napoleônica na França.
  A Revolução Francesa foi um dos acontecimentos mais conturbados da História e uma das mais importantes revoluções, que estimulou o início da Idade Contemporânea.

Fonte: Aprovado no Vestibular

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

  Constantinopla: a queda da última estrela do Império Bizantino.

   Assalto final e queda de Constantinopla em 1453- imagem de Stock #48396449

 A tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos, mais tarde batizada de Istambul, marcou o fim da Idade Média e início da Idade Moderna e abriu o caminho para uma era de descobrimentos.

 Os presságios para os bizantinos no dia 24 de maio de 1453 eram os piores possíveis. Nesse dia, um eclipse lunar lembrou a todos os que resistiam ao cerco otomano, imposto pelo sultão Maomé II desde o dia 6 de abril, que uma antiga profecia estava para se cumprir. A lenda dizia que a bela Constantinopla (atual Istambul, na Turquia), a joia do Oriente e capital do Império Bizantino, resistiria a seus inimigos enquanto a Lua brilhasse firme no céu. Para o desespero da população, os sinais da desgraça que estava para se abater sobre os homens do imperador Constantino XI não pararam por aí. No dia seguinte, um ícone da Virgem Maria se espatifou no chão durante uma procissão e, na sequência, uma chuva de granizo inundou as ruas, encharcando os mais de 22 km de muralhas que protegiam a cidade.
 Para muitos, a culpa era da política de reaproximação com as nações católicas do Ocidente promovida pelo imperador e iniciada ainda no reinado de seu pai, João VIII. Preocupado com o isolamento de seu império desde o cisma entre as igrejas católica e ortodoxa, em 1054, Constantino não podia imaginar que, ao exigir uma anuidade de Maomé para sustentar um príncipe otomano prisioneiro em Constantinopla, estava dando início a sua própria destruição. Pois o sultão considerou a cobrança da taxa uma afronta pessoal e imediatamente começou os preparativos para iniciar o cerco.
 A princípio, a população acreditava que a capital resistiria sem problemas. Localizada sobre o estreito de Bósforo, que limita os continentes asiático e europeu, em direção à Anatólia, e rota de ligação ente Turquia e Ásia e entre os mares Negro e Mediterrâneo, a cidade batizada em homenagem ao imperador Constantino I já havia resistido a mais de 20 ataques – de hunos, búlgaros, russos, germânicos e avaros. Só havia caído uma vez, durante a Quarta Cruzada, em 1204, quando foi saqueada e incendiada por três dias, mas foi retomada pelos bizantinos em 1261, que dominaram toda a península Balcânica. “A verdade, contudo, é que o império havia sobrevivido, porém bem mais pobre e sem o apoio da Igreja Católica, limitando seus territórios à cidade de Constantinopla e a uma porção do Peloponeso”, diz Jill Diana Harries, professora de história antiga da Universidade de St. Andrews, na Escócia.
 Diante do inevitável embate, Constantino decidiu apelar à Europa católica, com quem vinha costurando acordos desde sua coroação, em 1449. Recebeu muitas promessas que, se fossem cumpridas a tempo, poderiam ter mudado o rumo da história. O papa Nicolau V disse que mandaria navios recheados de mantimentos e armas, mais a presença do cardeal Isidro com 300 arqueiros napolitanos. Já os venezianos se comprometeram com o envio de cerca de 900 soldados e mais 16 navios com suprimentos. Enquanto os bizantinos esperavam, os otomanos – para quem a tomada de Constantinopla era uma estratégica para o domínio dos Bálcãs e da parte oriental do Mediterrâneo – reuniam um exército de quase 100 mil homens. “As forças otomanas contavam com um grande bônus: os cerca de 12 mil janízaros, guerreiros de elite dos sultões. Em sua origem, eram crianças cristãs capturadas pelos turcos como escravas, convertidas ao islamismo e treinadas para a guerra”, conta Harries.

A ajuda que não vinha.

 Em paralelo, o sultão Maomé ordenou a construção de uma fortaleza ao norte de Constantinopla. Isso porque ali ficava o calcanhar de Aquiles da cidade: as muralhas ao longo do Corno de Ouro, o canal que separava Constantinopla da vila de Pera e que os bizantinos haviam fechado com uma enorme corrente de ferro para controlar a aproximação de navios. A recém-construída fortaleza otomana tinha por objetivo exatamente bloquear a ajuda que viria das duas entradas do mar de Mármara, que separa os mares Negro e Egeu, valendo-se para tanto de três canhões no ponto mais estreito do Bósforo e mais de 120 navios em Dardanelos e Mármara.
 Quando em 6 de abril de 1453 o canhão de 8 m dos turcos deu seu primeiro disparo, Constantino soube que o cerco começara. E começara mal, já que as muralhas de Constantinopla não estavam preparadas para resistir a esse tipo de ataque e começaram a ceder em vários pontos, sendo reconstruídas diariamente após o anoitecer. Ainda esperando a ajuda do Ocidente chegar, os bizantinos receberam uma injeção de ânimo após duas vitórias sucessivas. Na primeira, em 12 de abril, conseguiram expulsar o almirante búlgaro Suleimã Balthoglu do Corno de Ouro. No dia 18, repetiram a façanha, contendo os otomanos no vale do Licos ao usar principalmente o fogo grego, uma substância que se inflamava ao contato com a água (provavelmente cal viva) e era lançada das muralhas sobre o inimigo. Como resultado, a primeira parte da ajuda cristã conseguiu chegar por mar no dia 20. “Essa derrota enfureceu o sultão, que humilhou Baltoghlu publicamente e o dispensou de seu serviço”, fala Gregory Warden, historiador e professor da Universidade Southern Methodist do Texas, nos EUA.
 A essa altura, o resto da ajuda prometida pelas nações cristãs era essencial – só que não havia sinal de navios no horizonte. Constantinopla estava chegando ao fim de sua capacidade de resistência. Vendo as dificuldades em controlar o Corno de Ouro, Mohamed agiu diferente: mandou construir, em maio, uma estrada de rolagem e puxar seus navios por terra, onde seriam reposicionados de forma a impedir os consertos nas fortificações da cidade. Constantino ordenou então um contra-ataque. “Mas o sultão mantinha espiões bem treinados, que localizaram os invasores e os mataram antes que o ataque fosse efetivado. Em represália, o imperador bizantino decapitou mais de 200 prisioneiros otomanos, atirando seus corpos pelas muralhas”, diz Warden. Sentindo a fraqueza de seu inimigo, o sultão fez uma proposta. Se Constantino entregasse a capital, os cristãos seriam poupados. Magnânimo, Maomé ainda deu uma alternativa: o pagamento em dinheiro. Sem caixa desde o saque realizado pelos cruzados, o imperador foi obrigado a dizer não à última chance de paz que teria.

O dia da queda.

 A recusa de Constantino foi o fator decisivo para o sultão decretar que, na manhã de 29 de maio, Constantinopla cairia. Na noite anterior, os otomanos descansaram. Um silêncio inédito nos 54 dias de cerco se fez sobre a cidade. “Para tentar quebrar o clima de mal-estar e desânimo que se abatia sobre a população, os sinos das igrejas da cidade badalaram sem descanso durante todo o dia”, afirma Warden. Quanto o ataque turco veio, os bizantinos lutaram bravamente usando suas melhores armas e homens. A estratégia otomana, porém, era outra. Depois de cansarem seus inimigos por horas, colocaram em ação o exército turco profissional, mais os temidos janízaros. Junto com eles, veio o gigantesco canhão que iniciara a batalha.
 No primeiro tiro, um pedaço da muralha veio ao chão. “Contudo, os turcos conseguiram encontrar uma brecha no lado noroeste da muralha e forçaram a entrada na cidade, causando desordem entre os soldados gregos que lutavam ao lado de Constantino. Acredita-se que o último imperador bizantino pereceu nesse ataque, depois de ter lutado até onde podia para defender a cidade”, fala Steven A. Epstein, professor de história antiga da Universidade do Kansas, nos EUA. O estrago, porém, era irreversível. Em pouco tempo, os bizantinos foram esmagados pela força otomana. Constantinopla havia finalmente caído. O que veio a seguir foi o terror. Por cerca de dois dias, uma das cidades mais importantes do mundo medieval foi pilhada, e seus cidadãos, mortos ou estuprados, enquanto os sobreviventes tentavam escapar por mar. O saque foi tamanho que Maomé ordenou o encerramento do butim por temer que nada sobrasse de sua nova conquista. Num gesto de triunfo, o sultão foi ao coração cristão de Constantinopla, a Catedral de Santa Sofia, e a consagrou como mesquita. A cidade era, agora, a capital de um novo império.

Novos tempos.

 Quando a notícia da queda chegou ao Ocidente, muitos duvidaram de sua veracidade. A fama de suas impenetráveis muralhas era conhecida, e a ideia de que não pudesse resistir aos turcos chocou a Europa. Os maiores problemas, entretanto, eram de ordem prática. As rotas de comércio entre a Europa e a Ásia estavam agora fechadas e sob o domínio dos muçulmanos de Maomé II. E era pelo Bósforo, e por Constantinopla, que passavam todos os mercadores que vinham da China e da Índia, trazendo as preciosas especiarias e os artigos de luxo tão essenciais ao continente. A opção encontrada pelos europeus foi pensar em rotas alternativas. Quem se beneficiou com essa ideia foram dois países que tinham uma posição estratégica junto ao oceano Atlântico e à África: Portugal e Espanha.
 Começava então uma era de explorações e a corrida por caminhos diferentes que levassem às Índias. Foi nesse contexto que Vasco da Gama fez sua travessia, em 1498, e Cristóvão Colombo chegou, em 1492, ao continente americano, financiados pelos espanhóis. Nascia o sonho de civilização e ocupação do chamado Novo Mundo, enquanto o Império Bizantino e sua cultura clássica morriam. “Os historiadores consideram a queda de Constantinopla não só como o fim da Idade Média mas também o início do Renascimento, que já era um fato na Itália. Esse período veio a ser conhecido como a Era dos Descobrimentos”, conta Epstein. Como lembrança do triste fim do cerco, a terça-feira, o dia da queda, passou a ser considerada um dia de má sorte entre os sobreviventes, em especial os gregos.

Fonte: GUIA do ESTUDANTE.

Natalia Yudenitsch | 01/11/2005 00h00

terça-feira, 31 de janeiro de 2017


                Assírios: guerreiros e cruéis com os vencidos.


  A crueldade era sua arma principal. Para demarcar seu território recém-conquistado, possuíam um sistema bem característico: empalavam os guerreiros inimigos com lanças, introduzidas pelo ânus até saírem pela boca, e os fincavam no chão. Era como uma cerca de corpos. Também criavam métodos para "alertar" inimigos, como cortar mãos, orelhas ou furar olhos de mensageiros, ou súditos de reis inimigos. Costumavam até enterrar vivos seus prisioneiros.
 Outro sistema usado pelos assírios se mostrou eficiente para evitar rebeliões. Todas as pessoas dos povos conquistados eram espalhados pelas cidades, de forma a não manterem contato entre si. Esse modelo foi copiado por outros povos mais tarde.
  Devido a tudo isso, histórias e lendas sobre a crueldade dos assírios se espalharam pelos arredores, aumentando ainda mais sua fama.

   imagem internet


  Os assírios eram povos semitas que viviam ao norte da Mesopotâmia na região dos rios Tigre e Eufrates. O império assírio foi formado após a queda do império acadiano. Ficaram conhecidos por integrarem uma sociedade guerreira, cruel e implacável.
Sua tecnologia militar foi destacada pelo uso do ferro, cobre e estanho para entalhar armas. No auge do poder, controlavam o Chipre, o Egito, a Mesopotâmia e a região hoje ocupada pelo Estado de Israel.

  A “Assíria era uma nação pequena, sem fronteiras naturais, e exposta a todos os perigos exteriores, mas  adquiriu no decorrer de longa história, o gosto pela guerra, da  qual acabou por fazer sua indústria nacional” (Modesto Marques, História Antiga p. 70).
  Um dos reis mais cruéis da Assíria, que se destacou por grande habilidade como administrador, foi “Assurbanipal II (833-859). Ele era visto como um guerreiro cruel, que se gloriava com o massacre de milhares de inimigos. Quando a cidade de Bit Halupe se revoltou, ele liquidou com a rebelião numa demonstração típica da crueldade assíria. Ele esfolou os rebeldes principais e cobriu a cidade com as suas peles, encerrou a outros dentro da torre, e a outros espetou em postes sobre a torre” (S.D.A.B.C. vol.2, p.64).

 Outro assírio cruel foi o Imperador Tiglathpileser I (1116-1078 AC), quando o exército assírio estava no seu auge, ele tornou o seu exército numa máquina de guerra que não conhecia piedade. Ele voltou-se contra Mushki, na Ásia Menor, e ao retornar deixou escrito o seguinte: “o sangue do inimigo sacrificado corria como as correntes dos vales, e suas cabeças rolavam nas cidades como milho nos montes” (Modesto Marques, História antiga p.77).


  Evidências arqueológicas apontam que os assírios surgiram no fim do terceiro milênio III a.C.. Além da habilidade bélica, ficaram também conhecidos pela arquitetura integrada por edifícios imponentes destacados nas cidades de Assúr, Nínive e Nimrud.
  Travavam relações comerciais com os hititas, que atualmente vivem na Turquia, já no século XIX a.C.. A atividade comercial é intensificada entre os séculos XIX e XVIII a.C., quando adotam o sistema babilônico nas transações. Nessa fase, atuam com os amoritas.
  A conquista da Babilônia viria em 729 a.C., sob o reinado de Tiglath-Pileser III, também chamado de Teglatefalasar III, que viveu entre 746 a.C. a 727 a.C.. Sob o comando desse rei, os assírios chegaram a porção média do oriente, onde foram conquistados o reino de Urartu, em Ararat.
  Foi no reinado de Sargão II, que os assírios conquistaram Israel. Sargão II viveu entre 721 a.C. e 705 a.C. e, entre as marcas de sua conquista esteve a deportação de 27 mil israelitas e a invasão da Síria, em 715 a.C..
  O sucessor de Sargão II, Senaquerib (705 a.C. até 681 a.C.) foi o responsável pela transferência da capital para Nínive. Antes disso, a sede em Assur. Senaquerib ainda tentou conquistar Judá. Ele ordenou o cerco à cidade, fracassou e, quando retornou derrotado a Nínive, dois de seus filhos o assassinaram.
  Em seu lugar passou a reinar o filho Esar-Hadom, chamado também de Assaradom e que viveu entre 681 a.C. até 669 a.C.. Assaradom expandiu o domínio assírio até o Nilo e se estabeleceu no Egito. Também reconstruiu a Babilônia que, durante certo período, foi a capital do império.

Religião

  De idioma semita, os assírios eram politeístas e acreditavam em deuses que simbolizavam o Sol e os planetas. Por conta da religião, demonstravam conhecimento na astronomia. Na base religiosa, o deus Sol era representado como um soberano déspota e com uma vida farta.
Abaixo do deus Sol estavam os servos, representados como comerciantes.

Economia

  A economia assíria era baseada no saque e nos tributos adquiridos na guerra. Os povos conquistados passavam a ser tratados como servos. Também atuavam de maneira rudimentar a agricultura e o comércio.

Arte

  A arte assíria era marcada pelo realismo, com baixos relevos e demonstrando a vocação bélica e da caça. As representações eram figuradas em baixo relevo na cerâmica, em tapetes e joias.
Utilizavam a escrita cuneiforme inscrita em ladrilhos de argilas e, ainda, em murais.


Fontes: InfoEscola(Por Gabriela E. Possolli Vesce)
              Toda Matéria.
               GOSPEL.COM




















segunda-feira, 30 de janeiro de 2017



                                        A MESOPOTÂMIA

  Mesopotâmia, palavra grega que significa "terra entre rios " . A Mesopotâmia é um imenso vale situada entre os rios Tigre e Eufrates, que nascem nas montanhas da Turquia e desaguam no Golfo Pérsico. Hoje a região da Mesopotâmia corresponde ao atual Iraque. 

  Geograficamente, a Mesopotâmia apresenta duas regiões bastantes diferenciadas: uma montanhosa e árida, localizada no norte, e outra ao sul, onde as cheias periódicas dos rios Tigre e Eufrates fertilizavam os vales, possibilitando o desenvolvimento da agricultura. 

  Na Mesopotâmia estabeleceram-se vários povos que deram origem a grandes civilizações: os principais povos foram sumérios, amoritas( babilônios), assírios e caldeus.

  Os Sumérios, provavelmente originários da Ásia Central, foram os primeiros povos a se fixarem ao sul da Mesopotâmia, na região da Caldeia, por volta do ano 3.500 a .C .,entre os rios Tigres e Eufrates. Ali estabelecidos, desenvolveram técnicas hidráulicas para armazenar a água das cheias dos rios Tigre e Eufrates, que seria usada nos períodos de seca evitando a destruição das plantações.

  É atribuído aos sumérios, além dos criadores da primeira civilização, um complexo sistema de escrita: a “ Escrita Cuneiforme”, composto por 2000 sinais cuneiformes originais. Muito embora somente 200 ou 300 fossem utilizados constantemente.  A escrita cuneiforme, era produzida com o auxilio de objetos em formato de cunha. A palavra “cunha” vem do latim cuneus, que significa cunha.

  Os Sumérios organizavam-se politicamente em cidades independentes chamadas de Cidades-Estados. As principais cidades-Estados foram Nipur, Lagash, Uruk e Ur

  Cada uma dessas cidades era governada por um patesi, chefe político-religioso que exercia as funções de sacerdote, governador, chefe militar e supervisor das obras hidráulicas. 
Depois de longo tempo de autonomia, as cidades sumerianas se enfraqueceram, devido ás lutas pela hegemonia política. O enfraquecimento possibilitou as invasões de vários povos semitas. 

  Entre os invasores estavam os Amoritas, que se estabeleceram na cidade de Babilônia, Na Média Mesopotâmia. 

 O mais importante rei da Babilônia foi Hamurábi ,tornou-se famoso por ter elaborado o primeiro código de leis escritas de que se tem notícia, conhecido com o Código de Hamurábi. Antes desse código as punições eram baseadas pela lei de Talião: “Olho por olho, dente por dente. 

  Sob o comando de Hamurábi os babilônios conquistaram toda a Mesopotâmia e criaram um Estado unificado. Nascia então o primeiro Império Babilônico. Cada cidade passava a ser governada por homens escolhidos pelo imperador. 

  Depois da morte de Hamurábi, o esplendor da Babilônia não durou muito. Anos mais tarde toda a Mesopotâmia foi conquistada pelos Assírios, povo que vivia nas regiões áridas e inférteis do norte mesopotâmico, em cidades como Nínive e Assur. 

  A crueldade era uma das principais características dos guerreiros assírios. Para eles a guerra era essencial, pois viviam do pilhagem, da escravidão e dos impostos e tributos pagos pelos povos que submetiam.  O império assírio foi destruído em 612 a. C pelos caldeus. 

  Com os Caldeus, A Babilônia recuperou o resplendor. No reinado de Nabucodonosor, o Novo Império Babilônico atingiu seu apogeu. Suas terras se estendiam por quase todo o Oriente Médio, limitando-se com Egito. 

  A Babilônia enriqueceu-se e embelezou-se com grandes obras publicas, como os até hoje o  famoso jardim suspenso da Babilônia, construído por Nabucodonosor. A Babilônia de Nabucodonosor tornou-se a mais notável cidade do Oriente. 

  Em 539 a . C . a Babilônia foi conquistada pelos exército persas. A vitória foi facilitada pelo apoio dos sacerdotes e comerciantes babilônicos, que se aliaram aos invasores em troca da manutenção de seus privilégios.

FONTES:
InfoEscola- Navegando e Aprendendo.
Guia do Estudante.
Wikipédia.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Periodização da História.

“HISTÓRIA” é uma palavra vinda do idioma grego e significa: “investigação”.
O QUE É HISTÓRIA? “História é um conjunto de conhecimentos que investiga o passado dos seres humanos, sua ação no tempo e no espaço e fatos ocorridos  segundo  um lugar e uma época”.
A História divide-se em dois grandes períodos:  Pré-História e História. Partindo de um pressuposto por convenção didática, esses dois grandes períodos têm uma periodização eurocêntrica que os subdividem em IDADES:

* PRÉ-HISTÓRIA divide-se em:  Idade da “PEDRA LASCADA” (Paleolítico);
                                                          Idade da “PEDRA POLIDA” (Neolítico);
                                                          Idade dos Metais (Cobre, Bronze e Ferro)

* HISTÓRIA divide-se em :  Idade ANTIGA ou ANTIGUIDADE(de 4000 a.C. até 476 d.C)
                                                  Idade MÉDIA ou MEDIEVAL( de 476 d.C. até 1453 )
                                                  Idade MODERNA (1453 até 1789 )
                                                  Idade CONTEMPORÂNEA (1789 até aos dias atuais )

Aos amantes da História.

  Você estudante, que se interessa pelos primeiros passos da humanidade e sua evolução no tempo e no espaço, deve se orientar pelo único "instrumento" capaz de lhe nortear em uma investigação: a História.
  A História como ciência humana, estuda o desenvolvimento do ser humano no tempo, analisando os processos históricos, personagens e fatos para poder compreender um determinado período histórico, cultura ou civilização.
  Se valha, estudante, da História para se nutrir das informações necessária para tornar-se um historiador dedicado às origens da humanidade.